Mergulho Scuba

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04/07/2008 - 10h18

Conheça a prática do mergulho e embarque em uma nova aventura

 
 

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Diz o ditado que na Bahia existe uma igreja para cada dia do ano. Em Salvador, até a Baía... é de Todos os Santos. Nessa maré religiosa vamos embarcar numa nova aventura: o batismo com água salgada. O melhor é que não é preciso esperar por um milagre para conhecer o mundo divertido, colorido e cheio de vida do fundo do mar.

O batismo é um programa que apresenta o mergulho autônomo de maneira relaxada, sempre supervisionada por um profissional. Você aprende conceitos básicos de segurança, uso de equipamento e natação.

O programa pode ser feito em uma piscina, em uma área abrigada, como nas praias de Praia do Forte e Porto da Barra, ou melhor, em um ponto de mergulho, como um naufrágio ou banco de coral.

O primeiro passo é encontrar uma escola de mergulho. É preciso fazer uma entrevista para saber se você preenche os requisitos básicos: ter 10 anos ou mais, estar em boa forma física e saber nadar. Calma, não se preocupe. Não precisa ser um atleta.

Vamos agora ao próximo passo. Conhecer alguns conceitos básicos. Dois são fundamentais: pressão e flutuabilidade. Quanto mais fundo nós descemos, maior é a pressão. Nosso corpo é feito basicamente de água, mas nós possuímos espaços aéreos que na água sofrem os efeitos da pressão e precisam ser equalizados. São eles os pulmões, os seios da face e os canais dos ouvidos. Como equalizamos estes espaços aéreos?

A regra mais importante no mergulho autônomo é "respirar continuamente e nunca prender a respiração". Assim estamos equalizando os pulmões e evitando uma lesão por super expansão pulmonar quando subimos para profundidades mais rasas e a pressão diminui.

Os seios da face e os canais dos ouvidos são equalizados através da manobra de valsalva, ou melhor, a mesma que fazemos quando viajamos de avião. "Pinçamos" o nariz e tentamos soltar o ar por ele. Assim o ar (dos pulmões) chega a estas áreas e equalizam a pressão interna com a da água a nossa volta. Outro método que também pode ser usado é o do movimento lateral da mandíbula. Ou combinar ambos.

Existe um outro espaço aéreo, que não é natural de nosso corpo, que precisa ser equalizado também. Isto nos leva ao próximo passo. O aprendizado sobre o equipamento que vamos usar. Para ver embaixo da água precisamos usar uma máscara. Ao colocá-la no rosto, entre as lentes e a face fica um espaço preenchido por ar. A pressão nesse espaço precisa ser equalizada a medida que descemos. Isto é feito através do nariz, soltando um pouco de ar.

As nadadeiras, outro equipamento básico, tornam nossa locomoção mais eficiente na água. Pernadas longas, braços junto ao corpo e posicionamento horizontal. Esta é a melhor maneira de se deslocar embaixo da água.

Na superfície, Usamos o snorkel para respirar sem tirar o rosto da água ou gastar ar do cilindro.

O cilindro, um tanque com ar que usamos para respirar embaixo da água, é conectado a um colete equilibrador que junto com o cinto de lastros nos ajuda a encontrar a flutuabilidade neutra. Ou seja, nem subir, nem descer demais. Isto porque se estamos muito pesados, podemos bater no fundo e nos machucar, além de danificar o equipamento ou a vida marinha.

Se estamos muito leves não conseguimos descer ou ficamos longe do fundo. Ao cilindro também está conectado o regulador , que nos permite respirar sem esforço, de forma lenta e profunda. Quanto mais relaxado você estiver, melhor será sua respiração e, consequentemente, seu mergulho.

O instrutor também vai dar orientações de como desalagar uma máscara e um regulador (se necessário) e usar alguns instrumentos. O manômetro nos diz a quantidade de ar que temos no cilindro. O profundímetro, a profundidade que estamos.

Antes de embarcar, mais uma coisa: como se comunicar embaixo da água. Você vai aprender alguns sinais: OK? (pergunta), OK! (resposta), algo está errado, subir, descer, são alguns deles.

Agora vamos curtir a viagem até o ponto de mergulho. Chegando lá, algumas informações vão completar seu aprendizado: a maneira correta de se vestir, ajustar o equipamento e entrar na água. Ainda na superfície, você deve respirar pelo regulador com o rosto na água, para se acostumar com o equipamento e depois descer usando um cabo como referência, sem esquecer de equalizar a cada metro. Um detalhe: se estiver gripado pode não conseguir fazer isso.

Quando chegar ao fundo, o Instrutor ou Supervisor de mergulho vai ajudar você a encontrar a sua flutuabilidade neutra e então você vai se sentir como se estivesse voando, sem peso. Agora é só aproveitar o passeio e conhecer um novo mundo... peixes coloridos, corais de várias formas e quem sabe até um naufrágio histórico. Depois de meia hora, ou mais, você volta à superfície "batizado" com água salgada e com um gostinho de quero mais.

Sabe o melhor? Ao cumprir todos os requisitos, você ganha créditos para se tornar um mergulhador certificado (fazendo um curso), e assim pode conhecer outros pontos de mergulho.

Mergulhadores são pessoas especiais. Sempre mergulham em dupla, com amigos ou familiares, independente do nível de certificação. Conhecem sempre novas pessoas, não competem com ninguém e podem estar mergulhando daqui a 10, 20, 30 anos ou mais.

Espero vê-lo na próxima saída de mergulho. Até lá e bons mergulhos!

Genser Freire é Instrutor de mergulho pela PADI, PDIC, e faz parte do staff da Bahia Scuba.
Para entrar em contato, mande um e-mail para 
genserfreire@hotmail.com

Com informações da Bahia Scuba

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