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Através do patrocínio do Programa Petrobrás Ambiental, o Projeto Albatroz realizou um estudo sócio-ambiental dos pescadores da pesca com espinhel nos portos de Santos (SP), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS) que culminou na publicação do livro.
O livro retrata o histórico da pesca com espinhel no Brasil através do olhar dos pescadores, empresários e pesquisadores que vivenciaram a trajetória dessa atividade desde o seu surgimento na década de cinqüenta quando introduzida pelos japoneses até os dias de hoje, passando pelas diversas transformações sociais, econômicas, ecológicas, tecnológicas e institucionais.
O Projeto Albatroz surgiu em 1991 pela necessidade de reduzir a captura não-intencional de aves marinhas pela pesca com espinhel em águas brasileiras. O incidente acontece quando as aves seguem os barcos de pesca em busca de alimento e acabam "fisgadas" quando tentam pegar as iscas. O espinhel (também conhecido como longline) é um extenso cabo de nylon do qual partem linhas secundárias com diversos anzóis: o número total de anzóis de um único espinhel pode chegar 1.200.
Dados da BirdLife International mostram que, a cada ano, cerca de 300 mil aves são mortas pela pesca incidental. Destas, mais de 100 mil são albatrozes. E de acordo com estudos feitos pelo Projeto Albatroz, somente no Brasil, mais de 10 mil albatrozes são mortos em um ano.
Por Carla Layane
Com informações Projeto Albatroz
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