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Notícias

16/07/2013 - 10h24

Águas-vivas australianas aparecem em praias de Ubatuba (SP)

 
 

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A aparição de uma espécie de água-viva australiana em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preopou pesquisadores. A medusa, nativa do Oceano Pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasora na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá.

"Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores", disse o oceanógrafo Hugo Gallo.

O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios, que é a água caotada para garantir a segurança operacional e estabilidade da embarcação durante as operações portuárias.

"É importante abrirmos urna discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente".

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas.

"Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva", explicou.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público.

"O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro".

Com informações da revista Mergulho, edição de número 203

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