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Quem conhece o litoral do Paraíba sabe que além de belas praias a região oferece passeios mais radicais, como cavalgada e mergulho. Outra atividade muito procurada na região é desvendar os segredos que se encontram nos naufrágios da região.
O livro "Naufrágios da Parahyba 1500 - 1991", de autoria de Jair Cesar Miranda Coelho, traz informações sobre os navios, localização e como é chamado pelos mergulhadores e pescadores da região. É uma obra completa, publicada em 1991, que exprime o árduo trabalho do autor (pesquisador, arqueólogo subáquatico e também mergulhador) em catalogar os naufrágios da região.
Confira abaixo trechos da publicação:
Jacumã
Na praia do Litoral Sul, cuja profundidade varia de 10 a 45 metros, estão afundados a escuna Jessé, de bandeira portuguesa (1574); as embarcações francesas Pierre (1582), Jumeau (1708), Chargeur D` Flote (1712), Piegge e Marie II (1722), além dos navios americanos Shorting Star (1856) e Transit (1871). Em 1866 naufragou ali o navio inglês Queen Of The Forthe. Em outras praias próximas, existem cascos que jazem sob a água há mais de 100 anos.
Tambaú
A nove quilômetros da costa, com profundidades que variam de 10 a 35 metros, estão naufragados os navios Ship Eriê, de bandeira americana (1873), o inglês Alice (1911) e o espanhol Alvarenga (1926). O Eriê, que naufragou após a ocorrência de um incêndio em suas máquinas, até a década de 1980 era conhecido como o "Queimado". Na Praia do Poço, em Cabedelo, estão o vapor Santa Clara (1865) e o iate Laura (1874).
Cabedelo
Na Enseada de Cabedelo naufragaram o iate português João Luiz (1674), a galera francesa Eduard (século XIX) o vapor Non Pareil (1852), os vapores brasileiros Grão Pará (1909), Alegrette (1911) e Rodrigues Alves (1924). Na Ilha da Restinga descansam o brigue holandês Schuppe (1634), o vapor inglês Psybe (1852) e o iate norueguês Alert (1893). Na Praia de Fagundes, em Lucena, estão o vapor brasileiro Natal (1903) e o navio italiano Vanadouro (1911). A barca italiana Antonietti está encalhada em um banco de areia da Ilha de Tiriri desde 1873.
Lucena
Localizada no Litoral Norte, a turística Lucena abriga em suas águas a barca inglesa Anne Power (1868) e o vapor americano Said Bin Sultan (1871), conhecido até a década de 1990 como "Vanuária", uma menção à mulher que morreu afogada ao tentar resgatar peças nos destroços. Mais à frente, na Barra de Mamanguape, as águas tragaram o brigue brasileiro Simpatia (1916). Em Baía da Traição é visto sob águas claras o navio brasileiro Elias.
Com informações Gazeta Online
Fonte: Naufrágios da Parahyba 1500 - 1991 - Jair Cesar Miranda Coelho
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