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A proliferação de algas na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro causada pelo acúmulo de matéria orgânica é a responsável pela mortandade de peixes de acordo com análises laboratoriais das amostras coletadas pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente).
A chuva e a insuficiência de renovação das águas contribuíram para o acúmulo de matéria orgânica e de acordo com os laudos preliminares, a respirção das espécies foi comprometida.
A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) já removeu 86,8 toneladas de peixes mortos da lagoa, desde as 7h da última sexta-feira (26) até a tarde de segunda (1º). Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, duas boias de monitoramento serão instaladas em data ainda não determinada no local para acompanhar as condições da água na superfície e no fundo da lagoa.
De acordo com a professora de Ficologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Mariângela Meneses, nunca foi registrado um nível tão alto do micro-organismo com potencial tóxico na lagoa. Segundo ela, foi registrado 400 mil algas por milímetro de água - o normal é 80 mil.
Por Carla Layane
Com informações Folha Online
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